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Os Lábios Podem Dizer Se Estamos Estressados?

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Os lábios são uma região inestimável quando o assunto é linguagem corporal, já que a partir deles é possível notar diversos sentimentos e emoções. Um bom exemplo é quando um indivíduo fica estressado, seus lábios tendem a ficar menores.

Esse efeito também pode ser observado em passageiros que esperam um voo que está atrasado, ou até mesmo entre os espectadores em uma sessão de cinema em que esteja sendo exibido um filme repleto de tensão.

Com isso, fica claro que os lábios são capazes de transmitir diversas informações e que muitas vezes não nos atentamos ao que eles querem dizer. Os lábios são uma região bastante vascularizada e com diversos nervos, com isso, eles são capazes de reagir a praticamente tudo que sentimos.

No caso do estresse elevado, os nossos vasos sanguíneos sofrem uma grande constrição, o que acaba se refletindo em nossos lábios, que ficam comprimidos e muito mais estreitos do que normalmente são. Mas, além do estresse, os lábios são capazes de refletir diversas outras coisas que estamos sentindo e inclusive podem indicar se estamos mentindo ou não pelo menos é isso que defende o Dr. Joe Navarro.

Os lábios não mentem

Conforme o livro The Dictionary of Body Language, do Dr. Joe Navarro, mordiscar os lábios também é um sinal de que a pessoa está estressada ou ansiosa. Já que, quando damos essas mordiscadas, conseguimos aliviar um pouco a tensão que estamos sentindo.

Sinais perceptíveis como estes inclusive podem ser utilizados para avaliar o nível de conforto e desconforto das pessoas. Segundo o Dr. Navarro, que já trabalhou como agente do FBI, ele utilizava seus conhecimentos sobre linguagem corporal ao interrogar os suspeitos de um crime e, durante a entrevista, tentava observar os sinais que indicassem se o indivíduo tinha algum tipo de “conhecimento culpado”.

De acordo com o especialista, quando a pessoa estava calma e relaxada durante a conversa, ele fazia uma pergunta que poderia lhe causar desconforto, como: Você tem uma arma de fogo? Quando diziam que “sim”, ele imediatamente observava que seus lábios se comprimiam bastante.

Então ele também perguntava se seria um revólver calibre 38, e se a pessoa não tivesse esse tipo de arma, seus lábios não apresentavam nenhuma reação. Porém, quando ele citava exatamente a arma do crime, como uma pistola .40, e essa informação era de conhecimento exclusivo da polícia, os lábios do suspeito praticamente desapareciam.

Com isso, conforme explica o Dr. Navarro, ele conseguia chegar à conclusão de que o indivíduo estava muito estressado e que a pergunta se referia a algum conhecimento culpado que essa pessoa tinha.

Direção das investigações

Dr. Navarro também explica que, por si só, essas reações não são suficientes para apontar se alguém é culpado ou não de algo, mas que elas são um indicativo de que a pessoa está passando por um momento de angústia, estresse ou tensão.

Dessa forma, ele utilizava essas informações para orientar suas investigações em seus tempos de agente do FBI, já que, ao observar quais questões causavam desconforto, ele poderia investigar a raiz dessa aflição.

A linguagem não falada

Conforme Albert Mehrabian, professor e perito em Psicologia na Universidade da Califórnia e um especialista em linguagem corporal, boa parte da comunicação humana não é transmitida verbalmente. Ele chegou a apontar que apenas 7% da comunicação seria através de palavras, e os outros 93% estariam relacionados ao tom de voz e linguagem corporal.

E, apesar de essa teoria estar longe de ser uma verdade absoluta, é inegável que a compreensão da linguagem corporal é uma área extremamente relevante para a comunicação, mas que ainda é muito negligenciada pela maioria das pessoas.