As melhores mulheres das Olimpíadas de Tóquio

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As mulheres começaram a competir nas Olimpíadas somente a partir de 1900, mas desde então, a participação desse gênero vem crescendo consideravelmente. Apesar do ranking olímpico ser de países, cada um deles é representado por atletas incríveis e que também merecem reconhecimento. Por isso, neste texto, listaremos algumas das melhores mulheres das Olimpíadas de Tóquio até agora, e os motivos pelos quais elas merecem um destaque.

Rebeca Andrade

Não poderíamos começar esse texto com outra pessoa senão Rebeca Andrade, a única brasileira que recebeu uma merecida medalha de ouro até agora nas Olimpíadas de Tóquio, e a primeira brasileira a ser medalhista em sua modalidade. Rebeca é medalhista da modalidade de ginástica artística feminina, recebendo a medalha de prata na categoria individual geral com solo (no dia 29), e o ouro no salto (no dia 1º de agosto).

Em seu solo, Rebeca usou a Tocata e Fuga de Bach seguida pelo funk e hit de 2015 Baile de Favela, do MC João. A imprensa aplaudiu a ousadia da atleta, e os brasileiros vibraram junto no momento da dança.

Rebeca começou na ginástica em 2005, um ano depois de ter visto Daiane dos Santos participar dos Jogos Olímpicos da Grécia. Durante um programa na TV Globo, Daiane, hoje com 38 anos de idade, comentou emocionada: “Durante muito tempo disseram que as pessoas negras não podiam fazer alguns esportes, e a gente vê hoje a primeira medalha, de uma menina negra. Tem uma representatividade muito grande atrás de tudo isso”.

Simone Biles

Simone Biles é uma norte-americana também participando de provas na modalidade de ginástica artística (ela e Sunisa Lee representam o país). A atleta, considerada a melhor ginasta do mundo, já ganhou quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas – porém, este ano ela decidiu não participar do segundo evento da modalidade. 

De acordo com Simone, ela sofre de uma condição mental que ocorre com alguns ginastas, na qual, enquanto eles giram no ar, eles sentem uma desconexão entre a sua mente e o seu corpo. Após anunciar que precisava cuidar de sua saúde mental, Simone foi aplaudida pelo público. Ela também disse que os jogos de Tóquio seriam os seus últimos.

Carissa Moore

Outra estadunidense incrível, desta vez da modalidade do surfe, Carissa Moore recebeu a medalha de ouro este ano. Algo bastante interessante a respeito da nativa do Havaí é que ela valoriza a diversão, mesmo durante a busca por uma medalha nas Olimpíadas. 

Em entrevista à People, Moore comentou que, antes de entrar no mar, ela relaxou no vestiário dançando ao som da música “Bad Habits”, de Ed Sheeran. “Às vezes você precisa relaxar. Às vezes eu estou tão séria que penso, ‘Ok, tudo bem, vamos dançar para passar. Vamos dançar para passar’”.

Laurel Hubbard

Uma atleta de levantamento de peso da Nova Zelândia, Laurel Hubbard fez história nessa Olimpíada – apesar de não ter sido medalhista. Ela é considerada a primeira mulher transgênero a competir nos jogos olímpicos. 

Laurel foi desclassificada no dia 02, não concluindo a prova do arranco em sua categoria. Porém, a sua participação foi polêmica: inspiradora para muitos, revoltante para outros. Mas não podemos negar que a levantadora de peso marcou essa edição, abrindo caminhos para muitos outros atletas transgênero.

Rayssa “Fadinha”  Leal 

Iremos fechar com outra brasileira que não sabemos se chamamos de mulher ou menina, pois Rayssa tem apenas 13 anos de idade. Conhecida como Fadinha, Rayssa é uma skatista que tinha o costume de praticar o esporte com uma fantasia de fada.

Já no Japão, ela arrasou, competindo na modalidade de skate feminino e se tornando a medalhista mais jovem dos jogos olímpicos nos últimos 83 anos. A Fadinha ganhou prata na categoria street e é mais jovem que a vencedora, a japonesa Momiji Nishiya. 

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