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Javelin e Bayraktar — As armas que podem mudar a guerra na Ucrânia

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Há algumas semanas, a Rússia iniciou uma guerra contra um dos países vizinhos ao seu território, a Ucrânia. E apesar do exército russo ser superior em número de soldados e armamentos, a Ucrânia tem resistido corajosamente contra a investida do inimigo. Mas além da coragem, os ucranianos estão munidos de alguns armamentos que já se tornaram um símbolo de resistência no país, o sistema de mísseis guiados antitanque Javelin e o drone bélico Bayraktar. 

Javelin

Javelin é um sistema anti-blindagem portátil desenvolvido pelas empresas Raytheon e Lockheed Martin. Ele é considerado uma das armas com maior poder de fogo presentes na Ucrânia. Com isso, ele tem sido visto como um dos principais fatores para o sucesso da resistência no país, já que as Forças Armadas da Ucrânia teriam destruído diversos veículos blindados e tanques russos durante a invasão, e boa parte desses abates foram realizados utilizando o Javelin. 

O sucesso do armamento se dá por conta do seu funcionamento, já que ele dispara mísseis guiados por calor em direção a alvos a até 4 mil metros de distância, podendo ainda ser controlado através de uma unidade portátil que se assemelha a um comando de videogame. 

De acordo com o exército ucraniano, a simples presença dos Javelins, que são fabricados pelos Estados Unidos, aterroriza as tropas russas. Além das unidades já disponíveis, o país está prestes a receber mais de duas mil unidades do armamento, por conta de um pacote de assistência militar avaliado em US$800 milhões, anunciado pelo presidente dos EUA, Joe Biden.

De acordo com alguns especialistas militares, os Javelins deverão continuar causando um grande impacto no confronto entre as nações. Isso porque boa parte das forças russas são mecanizadas, ou seja, são compostas por comboios blindados. Como o sistema antitanque é extremamente letal contra veículos, a Ucrânia pode continuar destruindo os tanques russos. 

Apesar destas afirmações serem difíceis de comprovar, recentemente as autoridades ucranianas afirmaram já ter destruído cerca de 400 tanques e outros 2 mil veículos pertencentes às forças russas.  

Bayraktar

Boa parte do sucesso ucraniano em se defender da ofensiva russa se deve ao grande controle do espaço aéreo, que tem sido garantido pela utilização do drone turco Bayraktar TB2. O armamento é equipado com bombas leves que podem ser direcionadas através de lasers. Além disso, ele voa em altitudes médias e possui uma grande autonomia de funcionamento. 

Ele ainda se destaca pelo baixo custo de aquisição, especialmente levando em consideração o estrago que ele pode causar. Com isso, o equipamento já foi utilizado em uma série de ataques bem-sucedidos, que frustraram boa parte da estratégia inicial da invasão russa. 

Inicialmente, os drones Bayraktar foram utilizados para destruir sistemas de defesa de curto alcance que eram responsáveis por proteger os veículos russos. Desprotegidos contra os ataques aéreos, vários veículos de suprimentos se tornaram alvos fáceis para a ofensiva ucraniana. 

Os drones também são utilizados para monitorar locais estratégicos, detectando a presença de soldados russos a uma distância segura.  O funcionamento dos Bayraktar chegou a ser elogiada pelo ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, que afirmou que os drones se tornaram “incrivelmente importantes para retardar ou bloquear o avanço russo”.

Além do uso militar, os Bayraktar também se tornaram uma espécie de “garoto propaganda” para a Ucrânia, que com certa frequência divulga alguns vídeos de ataques utilizando o armamento contra as forças russas. 

Anteriormente, o drone turco foi utilizado durante um confronto por território entre Armênia e Azerbaijão. A guerra por território entre os países durou cerca de 44 dias, e nesse período os Bayraktar destruíram 567 veículos armênios, entre veículos de suprimentos, tanques e blindados. 

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